Pensamentos soltos


Mensagem de ano novo

“É ilusão, é ilusão. Tudo é ilusão. A gente gasta a vida trabalhando, se esforçando e afinal que vantagem leva em tudo isso?” (Ec 1; 2,3).

 

Chegando a época de um novo ano, novos votos, novas expectativas, novas esperanças e novos anseios são fabricados. No dia 31 de dezembro, muitas pessoas utilizam de suas superstições, vestem roupas íntimas de cores específicas para alcançarem seus objetivos, jogam flores ao mar, enfim, utilizam toda sorte de simpatias para conseguirem um ano novo de paz, de riqueza, de saúde, de prosperidade, de felicidade.

E passam o ano quase todo trabalhando, trabalhando, ou correndo atrás de emprego, ou estudando, e a riqueza não vem, a saúde vai embora, a paz também (afinal, com a violência a cada dia atingindo índices maiores, quem tem paz?) e aí surge o questionamento: quais serão os reais valores que as pessoas, hoje em dia, estão respeitando ou procurando atingir? Será que realmente é dessa forma que a paz, ou que a prosperidade, ou a felicidade, virão? Será que os valores materiais, será que o acúmulo de dinheiro, é realmente o que importa para se alcançar ou sustentar a felicidade? Ou a paz?

Em uma conjuntura em que o tempo cada vez mais é escasso, e cada vez mais se tem que trabalhar mais, durante mais tempo, para possuir uma condição digna de sustento, não se tem tempo também para refletir quais verdadeiros valores mantém a vida do ser humano. Não é a riqueza, não é a prosperidade material, os ingredientes corretos capazes de trazer ao homem felicidade, na sua forma completa. O mesmo dinheiro que pode ser capaz de trazer mordomia, de trazer momentos felizes de lazer, de divertimento, por exemplo, é também o dinheiro capaz de desvirtuar o homem, escravizá-lo ao tempo, desvirtuar o homem a roubar, a enganar, a matar seu semelhante. O mesmo dinheiro que é capaz de trazer uma sensação de paz enganosa ao homem, pela reclusão a locais reservados, é o mesmo dinheiro que engana, pois afasta o homem do próprio homem, do seu semelhante.

Então, quais os valores verdadeiros que podem trazer a paz? Digo que apenas um sentimento é capaz de trazer a paz e a felicidade verdadeiras: o amor. O amor de Deus por nós e o amor que temos a Deus, é isso que deve ser cultivado. Procuremos em nós o amor a Deus e o amor e respeito ao próximo, assim como Cristo nos ensinou em Mt 22; 37-39: “Jesus respondeu: ‘Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente.’ Este é o maior mandamento e o mais importante. E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: ‘Ame os outros como você ama a você mesmo’.”. Então, se quisermos ter felicidade, paz e liberdade, não apenas neste ano novo, mas em todos os anos, amemos e obedeçamos a Deus, pois “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” (2Co 3; 17). Não há riqueza material que compense. Feliz 2010 a todos vocês.



Escrito por Eduardo Vinicio às 02h07
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E eu que até passei a acreditar que a felicidade não existisse...

e que a vida, na verdade, era salteada de alguns momentos felizes. Acho que, devido a algumas desilusões, ou talvez por um senso de auto-defesa, não tinha minhas esperanças com relação à felicidade alimentadas. Buscava, outrossim, momentos que me alegravam, que me davam sensações falsas de felicidade.

Hoje sei, tenho perfeita convicção de que felicidade existe. Não os 'momentos felizes', pois estes são efêmeros; embora possam ser intensos, são levados pelo efeito do tempo.

Hoje sei, hoje sinto que a felicidade, no sentido completo da palavra, esta sim é duradoura (se não eterna) e traz sentimentos muito mais verdadeiros e confiáveis. A felicidade que sinto hoje é de uma plenitude e - surpreendentemente - de uma auto-renovação das quais poucas vezes pude presenciar antes.

Atualmente, e tenho certeza que por indefinido tempo, sei que a felicidade preenche meu ser.



Escrito por Eduardo Vinicio às 21h14
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Enfim, depois de muito, muito tempo, voltei. Com uma boa notícia: finalmente, o final... rsrsrsrs. A última(será?) parte da historinha de O olhar pela janela:

Décima quarta parte

 

No dia seguinte, a mesma rotina

banho apressado, calor abafado

na rua muita gente, barulho de buzina

ônibus cheio, metrô cheio, quase chega atrasado.

 

No trabalho, durante o dia

enquanto tenta se concentrar no que deve

às vezes seu pensamento se desvia

para o que ele anseia acontecer em breve.

 

Chega a hora do almoço, mas a fome

não parece o incomodar

somente a curiosidade em descobrir o nome

daquela mulher que está a lhe provocar.

 

Durante todo o dia, mal produz

metade das tarefas que deveria fazer

mas dentro de si o instinto induz

que algo muito bom está para acontecer.

 

 

Décima quinta parte

 

Ao sair do trabalho, olha a hora

em seu relógio e percebe que já passou

a alguns minutos o tempo de ir embora

para pegar o metrô.

 

Então se apressa, preocupado

em não deixar outra chance escapar

mantendo a esperança de que, mesmo atrasado

a mulher de seus sonhos possa reencontrar.

 

Já dentro do metrô, olhando com atenção

verifica que já está chegando

a próxima, que é a esperada estação

até que é surpreendido: “Oi! Me procurando?”

 

Ele se vira e perplexo, vê que seu desejo

foi atendido com a beleza de um sorriso de aurora

cuja dona fita seus olhos, o premia com um beijo

guarda em seu bolso um papel, sorri e vai embora.

 



Escrito por Eduardo Vinicio às 18h02
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E o que antes era monotonia, agora se torna dúvida... rsrs. E a pequena história começa a mudar de rumo.

Primeiro lançamento do mês:

 

Décima terceira parte

 

Depois que o metrô parte

ele tenta seu raciocínio organizar

tenta juntar cada parte

do quebra-cabeça que está a se desenrolar.

 

Enquanto volta ao seu lar

várias questões invadem sua mente:

“que mistério aquela mulher está a guardar?”

e um indescritível desejo ele sente.

 

Chega em casa, e depois do banho

mal consegue assistir a TV ou relaxar

tal o interesse, que é tamanho

de outra vez a mulher encontrar.

 

Mesmo com o cansaço do trabalho do dia

quando deita, ainda demora para dormir

imaginando o que faria, o que aconteceria

se amanhã ela tornasse a surgir.

 



Escrito por Eduardo Vinicio às 23h26
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Depois de longa e tenebrosa falta de inspiração, finalmente voltei a escrever, o que é um ótimo sinal, rsrsrs. E para comemorar, hoje tem dose dupla: lançamento de 2 partes. Vamos ver como continuará a história...

Décima primeira parte

 

Ainda dá uma última olhada

para ter certeza

e depois volta para o livro, mas nada

distrai ou disfarça a ponta de tristeza.

 

Tenta esquecer o momento

se concentrando outra vez na leitura

enquanto voa e se perde o pensamento

a pensar do porquê desta desventura.

 

E no instante em que tenta manter oculto

o tamanho de sua insatisfação

passa ao seu lado um vulto

que consegue desviar sua atenção.

 

Ele percebe a silhueta de mulher

que se afasta por alguns passos e depois calmamente

olha por cima de um dos ombros, como quem quer

manter-se oculta, e sorri maliciosamente.

 

Décima segunda parte

 

E depois do sorriso

a mulher se volta para frente

e segue, deixando o feitiço

espalhado no ar e incutido na mente.

 

Na mente do pobre rapaz

que quase não acredita no que acaba de ver

e percebe não ser capaz

de desvendar, de compreender.

 

E ele acompanha, sem reação

a mulher a caminhar, se distanciar

locomovendo-se dentro do vagão

em direção à porta, para saltar

 

Ao passo que está chegando outra estação

e outras pessoas levantam-se para sair

assim como ele, que todavia estanca sua ação

quando a vê olhar para ele e sorrir, antes de ir.

 



Escrito por Eduardo Vinicio às 00h36
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Bem, devido a alguns problemas de ordem pessoal, os lançamentos do blog estão bem atrasados... mas espero que logo voltem ao normal. Por ora, está sendo finalmente lançada a décima parte:

 

Décima parte

 

Quando acaba de escrever

e sai do momento de inspiração

é justo o momento de perceber

que está chegando a estação.

 

De uma hora para outra, invade

seu peito um forte aperto, uma sensação

de que mais forte e diferente bate

o seu ansioso coração.

 

A estação chega, e pela janela

ele olha disfarçadamente

procurando, esperando encontrar aquela

que tornou sua vida, antes triste, tão contente.

 

Procura por toda a estação

olha as pessoas, face por face

e por fim, quando o metrô parte, a frustração

não consegue encontrar um disfarce.



Escrito por Eduardo Vinicio às 22h40
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Para compensar o atraso, hoje teremos lançamento especial de 2 partes. Por favor, comentem, critiquem... participem, a opinião é muito importante.

 

Oitava parte

 

Durante a viagem, seu companheiro

de boas horas, o livro preferido

o entretêm, e vira seu parceiro

na inspiração para livrar o pensamento.

 

E também para despertar

a vontade de escrever,

a vontade de transformar

em versos a repentina alegria que sente.

 

Os textos de cada página

do livro de seu autor preferido

são os meios que tornam mágica

a leitura e o prazer de admirar o que está sendo lido.

 

E como a mágica da leitura

que torna o pensamento mais fértil

assim é o cenário que se configura

na mente dele, que por fim rabisca:

 

Nona parte

 

O olhar pela janela

 

Longe desta rotina em que se encerra

minha vida, que andando erra

por caminhos tortuosos e inseguros

de pensamentos por vezes obscuros

 

Lá está a paisagem, quase pintura

de tão bela, que até merece moldura

mas não há parede que a mereça

nem museu ou sala a que ela pertença

 

Pois é mais, grande e mais bela

de tão viva, profunda, natural

que não há tinta ou aquarela

 

Que seja capaz de reproduzir aquela

figura, nem fazer algo igual

à que está tão longe e perto, além da janela.



Escrito por Eduardo Vinicio às 16h09
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mês novo, parte nova!

Sétima parte

 

E agora, o que tem em mente

apenas é a oportunidade de revê-la

a esperança de tornar seu fim de dia diferente

da rotina triste que em sua vida encerra.

 

Com esse sentimento, vai caminhando

sem se atentar às outras pessoas

e enquanto caminha, vai divagando

sobre como as coisas poderiam ser tão boas.

 

Chega à praça e desce o túnel para a estação

e mesmo o imenso movimento de gente

à espera do metrô, não tira dele a sensação

de que enfim tudo pode dar certo.

 

Depois de meia hora, enfim ele entra

e procura um lugar na janela

que, a algum custo, consegue e se senta

aliviado por poder descansar um pouco.

 



Escrito por Eduardo Vinicio às 00h26
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Sexta parte

 

Já na rua, enquanto espera, um pouco nervoso

e preocupado para não se atrasar

no ponto de ônibus, ele relembra e se percebe ansioso

com a possibilidade de poder a reencontrar.

 

E no metrô, enquanto viaja, distraído

com a paisagem da cidade, se questiona

sobre a vida, os sentimentos, e logo fica entretido

a imaginar como seria se a conhecesse.

 

Depois de um dia chato e cansativo

em que tinha muito mais trabalho que tempo

num lugar onde não dá para ser muito criativo

enfim pode voltar ao seu lar.

 

Voltar a sonhar...

e a doce lembrança, e a esperança, ao sair do trabalho

fazem seu semblante mudar

delineando traços de uma face contente.

Escrito por Eduardo Vinicio às 03h00
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Semana nova, parte nova...:

 

Quinta parte

 

Toca o despertador, e a vontade

de dormir um pouco mais o faz

pensar em quem faz a maldade

de o obrigar a despertar.

 

Com preguiça, enfim levanta

e percebe a forma como dormiu, desengonçado

embalado pelo sonho com a imagem que acalanta,

revigora e rejuvenesce seu coração.

 

Porém percebe, assustado

quando olha o relógio sobre a mesa

que, se não se apressar, chegará atrasado

e para completar, hoje é dia de reunião na empresa.

 

Depois do banho apressado e curto

enquanto toma o café, assiste na TV

a notícia de mais um furto

que aconteceu no centro da cidade.

 



Escrito por Eduardo Vinicio às 23h38
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Bem, infelizmente o blog estava parado por uns tempos, por falta de tempo para escrever... mas, para tirar a "teia de aranha", trago mais uma parte da história:

Quarta parte

 

Após o banho, senta na cama,

bolsa ao lado, retira as coisas

e antes de arrumá-las, a bela dama

mais uma vez lhe vem à lembrança.

 

Como dançarina saltitante, em sua mente

a dúvida de poder revê-la baila

e o perturba, por mais que tente

não mais nisso pensar.

 

Come alguma coisa, e o cansaço

do dia pesado de trabalho, faz pesar

o corpo, que já não é mais só um pedaço

de carne que serve para trabalhar.

 

Enfim se deita, e fica a admirar

a lua cheia, através da janela aberta

e a paisagem, e o desejo de querer amar

em seu peito enfim desperta.

 



Escrito por Eduardo Vinicio às 00h51
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Terceira parte

 

O momento breve parece se eternizar

na mente dele e no sentimento

que surge, de pedir para não acabar

a magia do momento.

 

Contudo, a vida segue

e tudo deve dar continuidade

assim como o metrô, que prossegue

rumo ao destino cotidiano.

 

E a imagem daquela mulher

aos poucos vai se distanciando

apenas da visão, pois o coração não esquece sequer

um detalhe daquela luminosa visão.

 

Chega em casa, e agora

surge a terrível dúvida: “quando a verei

novamente?”. E a demora

de respostas ou do reencontro o angustia.



Escrito por Eduardo Vinicio às 22h43
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Segunda parte

 

Até que pára em mais uma estação

o metrô já quase abarrotado

e ele, mesmo concentrado, tem uma visão

num relance de olhar, obra do acaso.

 

Acaso que acaba por virar destino

pois a pessoa que vislumbra, de pé

consegue ser capaz de colocar em desatino

o compasso das batidas de seu coração.

 

Meio que por magia, por encanto

a visão da mulher, do outro lado da janela

causa uma sensação, uma euforia, tanto

que até esquece por instantes seu livro.

 

E a razão de tal encanto e hipnotismo

não é exagero ou carência

pois a beleza da mulher é de tal magnetismo

que parece obra-prima da natureza.



Escrito por Eduardo Vinicio às 22h04
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O olhar pela janela

 

Primeira parte

 

Sentado num banco, que agora

começava a ficar desconfortável

mais por causa da demora

de chegar ao seu destino.

 

Distraído, um pouco aborrecido

até por estar um pouco cansado

procurou manter-se entretido

para esquecer um pouco do trabalho.

 

Pegou na bolsa o velho companheiro

parceiro nas horas de monotonia

o livro que, em momentos de devaneio

ajuda-o na inspiração para suas poesias.

 

Lê uma, duas, três páginas

que fazem o mundo ao lado parecer longe

e, concentrado, percebe que parecem mágicas

as palavras que o fazem vislumbrar outros horizontes.



Escrito por Eduardo Vinicio às 23h00
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De quantas formas podemos contar uma história? Como podemos escrever, inventar uma história?

E qual a melhor forma para se chegar ao leitor, para se tocar o sentimento do leitor?

Pensando nisso, eu estou experimentando novas formas de se escrever, novas formas de texto. E pensei numa nova forma de escrever uma história, ou um conto.

Vou começar experimentando uma "brincadeira": periodicamente escreverei partes de uma história, e veremos no que dá.

Em breve, a primeira parte.



Escrito por Eduardo Vinicio às 01h58
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